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Fisioterapeuta: Você tem Miopia Financeira?



Uma leitura rápida do título do texto remeteria (de forma intencional, risos sarcásticos) a uma alteração de saúde comum em relação a visão. No entanto, a ideia, como sempre, é provocar uma reflexão com a intenção de contribuir para uma valorização profissional do Fisioterapeuta.

Tema recorrente e que gera sempre discussões bem profundas em minhas aulas, o conhecimento da área financeira é essencial para conseguir um bom posicionamento dos preços praticados e, como consequência, ter retorno digno e compatível com a entrega de qualidade dos serviços aos clientes.

Então, o ponto central do texto de hoje é o conhecimento preciso (ou a ausência dele, vide título) dos custos de um negócio na Fisioterapia. Listo a seguir os 4 PRINCIPAIS custos que com frequência o Fisioterapeuta esquece ou não enxerga em sua totalidade, e, em consequência, tem a sensação do custo mensal do negócio ser mais baixo, o que provoca uma precificação mais baixa de seus serviços do que deveria ser:

Ø Tributação: Seja autônomo ou Pessoa Jurídica, todos os serviços executados pelo Fisioterapeuta deveriam ser tributados. Uma grande parte dos colegas, quando emite nota fiscal ou recibo, emite apenas para aqueles clientes que solicitam. Procure sempre a menor tributação, mas temos que emitir a todos os clientes que nos pagam;

Ø Custos Trabalhistas: Infelizmente muito comum em negócios da Fisioterapia, a contratação informal de outros colegas para não acarretar custos trabalhistas. Cuidado: Estes custos podem vir mais altos no futuro com multa e juros. Procure entender com seu contador e advogado as opções para uma contratação segura e correta;

Ø Salário do Sócio: Também muito frequente o Fisioterapeuta que é o empreendedor no negócio não computar nos custos suas horas trabalhadas (como fisioterapeuta, administrador, recepcionista, faxineiro, vendedor... rsrs ) O negócio precisa remunerar todos que trabalham nele, tanto os funcionários quanto os donos(neste caso não me refiro ao possível lucro auferido, e sim as horas efetivamente trabalhadas pelos sócios)

Ø Educação Continuada: Custo extremamente comum e muito importante. Quase todo Fisioterapeuta busca aprimoramentos e novas ferramentas. Faço sempre nas aulas uma analogia com a aquisição de um equipamento. Cada curso te torna mais qualificado e como consequência com possibilidade de dar maior retorno ao negócio, sendo assim, deveria ser computado como custo da empresa ou consultório.

Notem que o esquecimento de um destes custos ou considerá-los de forma parcial, provoca um entendimento equivocado do custo mensal de seu negócio (quase afirmo que sempre o Fisioterapeuta visualiza um custo mensal bem menor que o real). Sendo assim, quando precifica seus serviços, costumam a colocar mais para baixo, e desta forma provocar uma possível desvalorização de seu atendimento.

Como a “Miopia” financeira (risos novamente, me perdoem) é uma condição endêmica em nossa profissão, a alternativa que muitos encontram para elaborar seu preço é observar o do concorrente vizinho, e assim, pode ocorrer um “contágio” rápido e ruim destas práticas para nossa profissão.

Um dos remédios mais eficazes para ajudar nesta miopia é o ensino e a informação de qualidade. Sonho ainda em ver coordenadores e faculdades colocando assuntos ligados ao empreendedorismo com um dos alicerces na formação do Fisioterapeuta.

Sucesso e bons Negócios

Abraços,

Bernardo Chalfun

CEO – Fisioconsult – Soluções de Gestão em Fisioterapia

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